anarres y su autora

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Ensaio sobre a posse* (Ensayo sobre la posesión)

Tânia Pereira (PUC-Rio, UERJ)

Para fazer um ladrão, façam um proprietário; para criar o crime, criem leis. (Le Guin, 1974:116- vol.1)

O estranhamento. Este ensaio é o resultado de algumas reflexões sobre a possessividade, fruto da leitura do livro de Ursula K. Le Guin, Os despojados (Le Guin, 1974), diante do qual vi-me envolvida com algumas construções sintáticas que chamaram a minha atenção. Sentenças como "doía-lhe a mão" eram proferidas pelos habitantes de Anarrres. Eles não diziam: "a minha mão dói", deixando de usar, portanto, os pronomes possessivos.

Resolvi, então, fazer uma análise tentando encontrar outras pistas que evidenciassem que imagem os habitantes do planeta anarquista tinham de si e do mundo, e em que medida essa imagem era diferente daquela dos habitantes de Urras, um planeta capitalista como o nosso, inserido na cultura ocidental contemporânea. Meu interesse era descobrir a) por que os habitantes de Anarres construíam sentenças sem o uso dos pronomes possessivos; b) se o fato de eles não usarem tais pronomes estava relacionado a uma imagem de si diferente daquela a qual estamos acostumados a ter ; e c) que imagem era essa. Na verdade, meu estranhamento começou com o próprio título: em algum lugar existem "aqueles que não têm", aqueles que são os desprovidos, os despossuídos[1] , aqueles cuja concepção de propriedade é diferenciada daquela a qual nós, ocidentais e capitalistas, fomos condicionados a ter. Em sua obra, Le Guin mostra que não há possessividade em Anarres como a concebemos. Por isso, o sentimento de posse é excluído. Sentenças como "Nunca deixes que te possuam" (p. 50 -vol. 1) mostram como os habitantes de Urras pensam, que é refletido na linguagem que eles usam com seus pares ou com aqueles que por algum motivo os visitam, como Shevek, o personagem principal da estória, um grande cientista moralmente interessado na fraternidade humana (p. 73- vol. 1). A fraternidade é a filosofia de vida do mundo anarresti: "Teoricamente, todos deviam partilhar, deviam meio comer meio morrer de fome em conjunto" (p. 54 - vol.2). - "Anarres, Urras, planetas, mas sobre o que você está falando?"

O contexto de análise O livro de Le Guin é um estudo político de ficção científica que retrata a tentativa de um cientista-Shevek -de unificar os sistemas de dois planetas habitados: Anarres, um planeta anarquista, do qual Shevek é originário, e Urras, um planeta capitalista que é visitado por Shevek. Nessa viagem, o personagem principal revê sua filosofia de vida, enquanto passeia pelos dois diferentes mundos, convivendo com sujeitos que têm visões diferentes acerca do planeta que habitam.

A obra é extremamente interessante por várias razões. Primeiro, porque é rica e complexa, embora essa complexidade seja "dita" de forma simples, facilitando a compreensão das estórias imaginárias dos personagens; segundo, porque a autora consegue criar algumas frases de efeito "bombástico", na medida em que levam o leitor a refletir sobre o conteúdo delas, o que faz com que, necessariamente, tenhamos revistas nossas próprias filosofias de vida, assim como o personagem Shevek. Falo de frases como "Morrer é perder o eu e reencontrar o resto" (p. 13- vol.1) ou "A liberdade é o reconhecer da solidão de cada pessoa que só por si a transcende" (p. 91- vol.1) ou "Tudo o que a civilização faz é esconder o sangue e encobrir o ódio com belas palavras" (p. 27- vol.2) ou ainda "Quebrar a promessa é negar a realidade do passado; por isso é negar a esperança de um futuro verdadeiro." (p. 31- vol.2) e inúmeras outras que, embora muito ricas, não serão exploradas por fugirem dos propósitos deste ensaio; e por fim, o livro não é uma apologia ao mundo ideal. Em Anarres , a paz e a felicidade não reinam absolutas; os anarresti não são plenos. A utopia, portanto, é ambígua porque mostra que até nesse planeta anarquista, transformador, revolucionário, seus habitantes têm problemas. Em uma das descrições de uma cidade no centro-norte de Anarres, conhecida como Abbenay, o narrador descreve brilhantemente os problemas vividos pelos indivíduos: O Inverno veio cedo nesse ano, frio e seco no hemisfério norte. Poeira gelada no vento nas ruas baixas e largas de Abbenay. Água para os banhos estritamente racionada; a sede e a fome passavam à frente da limpeza (p. 39- vol. 2). Anarres definitivamente não é o paraíso perdido. Desta forma, podemos afirmar que a proposta da autora não é idealista, no melhor sentido da palavra. Ao contrário, seu objetivo, parece-me, ser o de fazer Shevek debruçar-se sobre si próprio, reduzindo a vida à sua essência, levando-nos também a fazer o mesmo, valorizando certos aspectos de uma sociedade inventada e desvalorizando outros, rumo à esperança[2] de que algo pode e deve ser mudado, mas com a certeza de que isso não acontecerá sem dor: "Todos nós que aqui estamos vamos conhecer a amargura; se vivermos cinqüenta anos, teremos conhecido a dor durante cinqüenta anos" (p. 55- vol. 1).

No entanto, apesar de a dor fazer parte da vida dos habitantes de Anarres, a concepção é a de que todo princípio de ajuda mútua foi concebido para evitar o sofrimento (Huxley, 2000). Vemos que a fraternidade, como dissemos, é a filosofia de vida dos habitantes de Anarrres. Pode-se afirmar, então, mais uma vez que a utopia não é perfeita[3], ela é ambígua, é um horizonte aberto, que vai ser construído. A visão de mundo nesse momento é a de um mundo ideal sem ser perfeito, que implica mudança, incompletude, o vir a ser, é a aspiração que combina com a esperança e não com a fé, mundo esse que não pode ser confundido com idealização, que pressupõe uma tentativa de manter a totalização, no pólo da manutenção, da perfeição. Nesse sentido, podemos afirmar que estamos na ordem do que é utópico e não do que é mito, na medida em que mito é a contemplação do que já é ou foi; utopia é a intenção humana de construção de uma nova realidade, é o planejamento de uma sociedade futura pelos homens: Ó Anarquia criança, infinita promessa infinitos cuidados eu escuto, eu escuto na noite junto do berço fundo como a noite estará bem a criança[4] (p. 83- vol. 1)

O objetivo deste ensaio é, portanto, o de fazer uma análise de alguns fragmentos de Os despojados, de Ursula K. Le Guin, a fim de evidenciar como indivíduos que fazem parte de mundos diferentes utilizam a linguagem de acordo com a filosofia existente em seus planetas. É uma visão de como o contexto cria as imagens que o sujeito tem do mundo e de si mesmo. Para fazer a análise propriamente dita da obra, mostrando como os diferentes sujeitos, habitantes de mundos diferentes, constróem/vêem seus mundos pela linguagem, apresentarei brevemente a visão tradicional dos pronomes possessivos para que tenhamos confirmado o que eles representam de acordo com a visão tradicional de língua que até hoje não foi substituída por nenhuma outra.

De acordo com a visão tradicional dos pronomes possessivos (doravante PP), eles denotam aquilo que cabe ou pertence às pessoas gramaticais. Variam de acordo com o gênero e o número da coisa possuída e com o número de pessoas representadas no possuidor. Os PP acrescentam à noção de pessoa gramatical uma idéia de posse (CUNHA & CINTRA, 1985, p. 309).). Assim, vemos que a visão tradicional dos PP é a de indicar quem pertence a quem, numa relação de hierarquia e superioridade, muito conhecida por uma boa parte dos habitantes do planeta Terra, ocidentais e capitalistas, mundo onde vigora a lei daquele que tem o poder -econômico, econômico, econômico. Dois mundos possíveis: como ver o mundo, como ver a si mesmo A construção narrativa de algumas sociedades ou grupos está relacionada ao modo como os diferentes grupos concebem a vida e o mundo em que habitam. A partir de diferentes concepções, a partir do suporte social, as narrativas que os sujeitos constróem compõem as imagens que eles têm de si.

Em Os Despojados, vemos que os habitantes dos dois mundos comentados -Anarres e Urras -abrigam sujeitos diferentes, que têm visão de mundo diferentes. Ao contrário de Anarres, em Urras as pessoas não têm nenhuma relação com as coisas a não ser a da posse (p. 110- vol.1). E é essa a nossa questão central: se em Anarres o verbo é compartilhar, em Urras, o verbo é ter; seus habitantes são os economistas capitalistas de Urras para os quais a lei é a do lucro -economia do lucro (p. 113-115- vol.1); Urras é desigualdade, iniquidade e desperdício; se em Urras "a lei da existência é a luta, a competição, a eliminação dos fracos" (p. 119- vol.1), em Anarres a cooperação, a ajuda mútua é uma questão de sobrevivência: "Que é que a cooperação social, a ajuda mútua têm de idealista?" (p. 113- vol.1). Para os habitantes de Anarres o imperativo ético é a fraternidade (p. 129- vol.1). A consciência social, a opinião dos outros, era a mais poderosa força moral que motivava o comportamento da maioria dos anarresti. Em Anarres, estão as "classes improprietadas", os pobres que não vivem com luxo, ao contrário de em Urras. Para Shevek sua ida a Urras poderia inclusive estragá-lo com os luxos desse planeta, tornando-o um "maldito proprietário" (p. 16- vol.2). Em Urras, o imperativo é "a mesma velha hipocrisia. A vida é uma luta, e ganha o mais forte (...) A lei da evolução é a sobrevivência do mais forte" (p. 26-27- vol.2). Não existe, portanto, o espírito de solidariedade que existe em Anarres: "Em Anarres, não temos presa nem inimigo. Temo-nos apenas uns aos outros. Não se ganha força em ferirmo-nos mutuamente. Só franqueza" (p. 27- vol.1). Ao contrário, Urras é "o depósito de estrume de Vale Redondo" (p. 38- vol. 2).

Depois de ter apresentado brevemente as características dos dois planetas, pois elas ajudarão a compor a base para compreensão das diferentes imagens que os sujeitos têm de si, analisarei, a seguir, dois momentos do livro que parecem retratar muito bem essas imagens.

Cena 1: Shevek estava andando pelas ruas de Urras; tinha sido levado às compras: coisas para comprar e coisas para vender, espaço próprio para a posse: Nenhum daqueles milhões de coisas à venda eram ali feitas. Eram apenas vendidas. Onde estavam as oficinas, as fábricas, onde estavam os agricultoras, os tintureiros, os mineiros, os tecelões, os farmacêuticos, os escultores, os tintureiros, os projectistas, os mecânicos, onde estavam as mãos, as pessoas que faziam? Fora da vista, noutro lado qualquer. Atrás dos muros. Todas as pessoas em todas as lojas eram ou compradores ou vendedores. Não tinham nenhuma relação com as coisas a não ser a da posse (p. 110 - vol.1). O questionamento de Shevek mostra seu espanto em relação à não presença de seres humanos na produção das mercadorias, apenas de coisas que podem ser por eles compradas já que fazem parte dessa sociedade os bens materiais, sendo eles mais importantes do que aqueles que detêm esses bens. O espanto do personagem também se deveu ao fato de um casaco custar 8400 unidades quando um "salário de sobrevivência" (o equivalente ao salário mínimo? ) era de 2000 unidades por ano[5].

Cena 2 Shevek, o personagem principal, está jantando com uma família em Urras: - Dr. Shevek não é muito bem-educado - disse o filho do casal. - Por que não?- perguntou Shevek antes que Oiie pudesse ralhar com o filho. - - Que é que eu fiz? - Não disse "obrigado". - Obrigado por quê? - Quando lhe passei o prato de pickles. (...) - Pensei que estavas a partilhar comigo. Eram um presente? Nós só dizemos obrigado pelos presentes, no meu país. Partilhamos as coisas sem falar no assunto, compreendes (grifo nosso ) (p. 122- vol.1). Uma prática social comum em Urras, assim como aqui, no planeta Terra, é o agradecimento por favores prestados, quando são em família ou entre amigos[6]. Quando alguém nos presta um favor, nos oferece algo, nós agradecemos. Quando o interlocutor não agradece, estranhamos. Em Anarres, esse tipo de comportamento não é esperado. Para os anarresti, o simples ato de "passar" o sal quando reunidos na mesa de jantar não pressupõe agradecimentos. No entanto, não é correto afirmar que tais atos sejam mais prazerosos ou mais verdadeiros. Significa que precisam ser interpretados a partir de culturas diferentes, de sociedades diferentes que abrigam sujeitos que se comportam de maneiras diferentes, o que certamente causa estranhamento de ambos os lados. E acredito que é essa pluralidade de culturas que sustenta, que é a base, para as diferenças subjetivas.

Para concluir, destaco um fragmento do livro, um desabafo de Shevek, o personagem principal, que resume plenamente qual é o seu objetivo com a visita que faz ao planeta-mãe: Sabe o que eu quero? Quero que o meu povo saia do exílio. Vim para aqui porque não creio que queiram que isso aconteça, em Thu. Lá têm medo de nós. Receiam que nós possamos trazer de volta a revolução, a velha, a verdadeira, a revolução pela justiça que vocês iniciaram e depois travaram a meio do caminho. Aqui em A-Io receiam-me menos porque esqueceram a revolução. Já não acreditam nela. Pensam que se as pessoas possuírem coisas suficientes se contentarão em viver numa prisão. Mas eu não acredito nisso. Quero que os muros sejam destruídos. Quero solidariedade, solidariedade humana. Quero a livre troca entre Urras e Anarres (p. 115- vol.1).

É essa também a vontade daqueles que têm como imperativo ético a fraternidade, a luta por melhores condições de vida para todos na Terra? Ou nossa sociedade está voltada para a idealização cultural do dinheiro? Nos termos de Costa (1997), "a nossa sociedade está dominada pelo mercado. Idealiza o sucesso econômico, fabricando aspirações pessoais contrárias à forma de vida democrática e solidária". Para Costa, as formas de ligação simbólica, cultuadas como bens morais- lealdade, fidelidade, cortesia, cooperação, amizade e outros -, estão em segundo plano já que o interesse econômico afirma sua hegemonia diante dos ideais morais (Costa, 1997) . Com o desabafo de Shevek, vemos que o que está em jogo é realmente a questão da posse, o cerne da obra de Le Guin e a base da nossa sociedade ocidental capitalista. O fato de termos algo e outros não terem faz com que precisemos esconder, vigiar, proteger para que ninguém nos tome, para que ninguém roube o que é nosso. Entretanto, se queremos continuar a ter, se é essa a nossa filosofia de vida, se é esse o nosso verbo ("No início era o Verbo"), seremos obrigados a manter guardado aquilo que nos pertence, seremos obrigados a manter na prisão até nossa própria vida que hoje, aqui na Terra e não em um planeta imaginário, está ameaçada, está prestes a ser destruída por um anjo que não cairá do céu, mas por um outro anjo que nos espreita a cada esquina dessa cidade maravilhosa ou de qualquer outra que está longe de ser humana, solidária e social. É o ter, o poder e o competir os nossos verbos no início e no fim. Infelizmente, é isso que temos aqui no planeta Terra. Todos os dias, lemos nos jornais, vemos na tv, notícias de jovens que são espancados, violentados e mortos; são eles também que espancam, violentam e matam; são, portanto, ao mesmo tempo os agentes da violência e suas vítimas.

  • Combatentes mirins fazem fila em um posto de desarmamento da ONU em Serra Leoa: gerações mergulhadas na violência. (Jornal do Brasil, 22/07/01)
  • Prisões dos EUA se adaptam aos jovens. Shaun Miller tinha 15 anos em 1998, quando foi preso por assaltar uma loja em Pahrump, no estado americano de Nevada, com três adolescentes mais velhos. (Jornal do Brasil, 26/07/01)
  • Meninos palestinos treinam para os combates, num conflito que já virou um pesadelo. (Jornal do Brasil, 26/07/01)
  • Linha-dura chicoteia 22 jovens no Irã. (Jornal do Brasil, 26/07/01)

Uma criança, liberta da culpa da posse e do fardo da competição econômica, crescerá com o desejo de fazer o que precisa ser feito e a capacidade de se alegrar por fazer. (Le Guin, op. cit. p. 48- vol.2) Permanecerão por algum tempo algumas perguntas que não são de agora, mas que, de uma forma ou de outra, também têm um efeito "bombástico", e também fazem com que eu reflita sobre a minha própria filosofia de vida humana que quer ser mais solidária e mais fraterna, apesar de a lealdade, a fidelidade, a cortesia, a cooperação, a amizade nem sempre estarem em primeiro plano em nossa sociedade: onde quero estar? o que quero ser? o que precisa ser mudado? o que faço para mudar?

Referéncias bibliográficas

  • Le Guin, Ursula K. Os despojados. Uma utopia ambígua. Publicações Europa-América, 1974. Vol. I e II.
  • FERREIRA, Aurélio Buarque de. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 2ª ed. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1986.
  • Huxley. Admirável mundo novo. 27ª ed. São Paulo : Globo, 2000.
  • Cunha, Celso. & Cintra, Luís F. Lindley. Nova gramática do português comtemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
  • Costa, Jurandir F. A felicidade de dois tostões. Revista do IBASE. Ano I, n. 1, Novembro/1997.

-------------------------------------------------------------------------------- * Este trabalho faz parte da avaliação proposta pelo Prof. Dr. Benilton Bezerra da Disciplina A Construção Literária do Sujeito Moderno, cursada em 2001/1º, no Instituto de Medicina Social da UERJ.

  1. Despossuir = desapossar, tirar ou privar da posse, do domínio; despojar; privar; obrigar a largar (FERREIRA, 1986).
  2. Essa visão é compartilhada por Rorty (Folha de São Paulo, 04/04/99) que trata da idéia da manutenção da chama utópica, da esperança, de algo que virá a ser: "O único projeto que realmente importa é manter viva a esperança de que, cedo ou tarde, todas as crianças humanas venham a ter as mesmas oportunidades de vida".
  3. Para Freud, o sujeito sem algum tipo de coerção fica à deriva. E é essa mentalidade o pano de fundo do livro de Le Guin (anotações de aula).
  4. Anarres é anarquia e é o sonho da criança que precisa ser embalado, cuidado, protegido, e esse sonho um dia será realidade (o grifo é nosso).
  5. O mesmo espanto muitos outros sujeitos têm já que também são obrigados a (sobre)viver com salários mais inferiores do que um casaco de couro. Apenas em liquidação é possível comprar um casaco de couro por R$ 300, (fonte: Mel Boutique).
  6. Quando não são, geralmente, paga-se com dinheiro ou com algo de valor material.

Links a sitios de la serie de Terramar

Un mago de Terramar Las tumbas de Atuan La costa más lejana
Ursula K. LeGuin's Magical World of Earthsea
The Dragon of Soléa's Guide to Earthsea
greenmanreview - Ursula K. Le Guin, The Earthsea Trilogy
Tor books - Legends author Le Guin - short bio & "Dragonfly" excerpt
Strange Horizons: Review of The Telling
Salon.com people | Ursula K. Le Guin
Science Fiction Weekly Interview

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